A Guerra dos Tronos

Leia também sobre A Fúria dos Reis e sobre A Tormenta de Espadas.

A Guerra dos Tronos é o primeiro livro de uma série de sete previstos, intitulada As Crônicas de Gelo e Fogo, escrito por George R. R. Martin, roteirista de Hollywood, o qual é aclamado por alguns como o novo Tolkien.

A trama se passa em Westeros, uma terra fictícia, que me lembrou bastante da ilha da Grã-Bretanha. Além dessa ilha há ainda outras terras, as quais não têm um mapa oficial – pelo menos não na edição brasileira.

A história começa falando de três homens da Patrulha da Noite perseguindo um grupo de bárbaros, mas são surpreendidos por eventos sobrenaturais. Logo após inicia-se a trama em si, mostrando, pouco a pouco o desenvolvimento de vários personagens. Confesso que no início da leitura tive um pouco de dificuldade para ler devido ao grande número deles.

Contudo, o que se percebe é que há pelo menos quatro Casas principais, e praticamente todo o enredo é desenvolvido através da perspectiva de alguns membros dessas Casas, que são: Baratheon, Stark, Lannister e Targaryen.

O rei Robert, da Casa Baratheon chega à Winterfell, castelo da Casa Stark, para visitar Ned, seu velho amigo, chamando-o para ser Mão do Rei, em lugar de Jon Arryn, que morrera. Porém, antes disso, Catelyn, esposa de Ned, recebera uma mensagem de sua irmã, viúva de Arryn, dizendo que os Lannister haviam assassinado seu marido.

Ned acaba por aceitar ser Mão do Rei.

Enquanto a comitiva real ainda estava em Winterfell, Bran, um dos filhos de Ned e Catelyn sofre um acidente, o que faz com que ainda mais suspeitas e intrigas sejam levantadas, começando então, a partir da ida da comitiva de volta a Porto Real, a cidade do rei, a história em seu grosso.

Cada capítulo se torna uma surpresa, e prende mais e mais o leitor, fomentando uma voracidade de saber o que acontecerá com cada personagem. Alguns são de cara odiados, outros amados, outros indecisos. Há até personagens que começam sendo amados, por nós leitores, mas depois odiados, e o contrário acontece também – vale ressaltar Tyrion Lannister. Enfim, é uma trama muito realista, sem esquecer um pouco do misticismo que requer este tipo de ficção.

Martin consegue também pincelar de forma sábia o uso da religião, criando as religiões existentes no livro, evitando assim o aparecimento de polêmicas indesejáveis. Assim ele mostra que, ao mesmo tempo em que, para alguns, a religião é dispensável, para outros, com razão, não é.

Porém, não há só elogios. Pelo fato de querer fazer um livro bem realista, Martin pode chocar alguns leitores com algumas linhas em alguns capítulos, onde relata com alguns detalhes cenas de sexo, violência, incesto, infanticídio, etc. De vez em quando parece que a gente está assistindo os noticiários da Record.

Quanto ao tamanho, não tem como negar, o livro é grande. Quando o peguei pela primeira vez, imaginava que, pelo tamanho, talvez as letras fossem grandes, mas pelo contrário, são bem pequenas. Contudo, pelos meados da página 100, se não me engano, o tamanho não importa, porque é por aí que você vai ficar preso e sem descanso querendo saber o que vai acontecer. Os leitores de Harry Potter sabem dessa sensação.

Pra quem então tem preguiça de ler, a HBO já publicou sete capítulos de uma série homônima, baseada nesse livro, contudo, assistindo a essa série, parece que Martin escreve uma cena de sexo por capítulo, o que não é verdade. Realmente prefiro muito mais os livros à série televisiva, pois nos livros a história é bem melhor desenvolvida, e não tão corrida, e também não tem tanto apelo ao sexo e à nudez. Como disse a um colega: o fato de apelarem muito ao sexo num vídeo, só mostra a incompetência dos roteiristas.

Por fim, para os leitores deste gênero, eu recomendo bastante a leitura deste livro. Aos que não gostam muito, talvez se surpreendam. Aos fundamentalistas, evite, pois você irá se escandalizar muito. Aos leitores de Tolkien, digo que Martin conseguiu superar muitos, senão todos desses autores que tentaram chegar perto dele com louvor, mas ainda assim, sabemos que Tolkien é o mestre, e os demais são discípulos.

Em PT-BR já foram publicados três livros pela Editora Leya. Ao todo já foram publicados cinco. No Brasil o quarto livro está previsto para o primeiro semestre de 2012.

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3 respostas para A Guerra dos Tronos

  1. Não acho as cenas de sexo tão exageradas assim. Acho que mostra como eles se comportavam, dá uma realidade maior. Assim como as cenas de festa no castelo que tem cachorro pelo meio, não é um conto de fadas.
    Quanto ao Tyrion, eu gostei dele desde o início, ele tenta se defender do jeito dele, com a língua afiada que tem. A Sansa nesse livro é uma idiota, fantasia tudo, mais pro final ela viu que a vida não é assim mas continua tendo algumas ilusões.
    Pra mim o livro é perfeito, confesso que bem complicado pelo fato de ter vários personagens, mas isso são detalhes.

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