Brasil vs. Brazil

 Há poucos dias vi um post, de um blog do WordPress, onde um sujeito, dizendo ser brasileiro, escrevendo em inglês, comentou sobre o Brasil ter sido escolhido como sede da copa e o Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas. Comentando sobre isso, ele sugeriu aos turistas não deixarem de conhecer algumas coisas daqui. Em ordem, ele sugeriu: Pantanal, Rio de Janeiro, assistir um jogo de futebol — principalmente se for entre times arqui-rivais —, Churrascaria (restaurante) — mais especificamente por causa do rodízio de carne — e por fim Carnaval, copa do mundo e Olimpíada.

Quando eu li o texto do sujeito, fiquei sem acreditar por ele ter simplesmente indicado somente lugares clichês do Brasil, com exceção do Pantanal, pois na maioria das vezes se fala da Floresta Amazônica.

Então deixei um comentário naquele blog dizendo que, se eu fosse um gringo, aquele texto seria mais uma coisa para me convencer de que no Brasil só se existe o Rio de Janeiro, mato, futebol e carnaval. Afinal, essas são praticamente as únicas coisas que nós mostramos para os demais povos deste mundo, acrescidas da corrupção, claro.

Então resolvi escrever este texto para mostrar, não aos gringos, mas principalmente para nós brasileiros, várias outras coisas que nosso Brasil tem a oferecer – quanto ao turismo – além desse clichê Brazil que o exterior conhece.

Vou começar pelo nordeste, afinal, foi na Bahia que chegaram primeiro. Primeiramente, as praias do nordeste são belíssimas, e, claro, em qualquer estado que você esteja, tem praia. Da Bahia até o Ceará temos algumas das praias mais conhecidas e belas do mundo, quanto mais do Brasil. Quem nunca ouviu falar do Porto de Galinhas em Recife? E ainda não podemos esquecer o arquipélago Fernando de Noronha.

Muitos gringos que conhecem mais o Brasil ao Brazil têm escolhido as praias do nordeste para construírem suas casas e então terem um belíssimo e excelente lugar para morarem quando se aposentarem.

Já no Piauí, temos o Delta do Parnaíba, único nas Américas e um dos únicos do mundo em mar aberto. Além disso, no Piauí se encontram ao menos três patrimônios da humanidade, pela UNESCO, em relação à arqueologia. Não deixe de visitar, ou falar sobre, os Parques Nacionais Serra da Capivara, Serra das Confusões, Sete Cidades e o Museu do Homem Americano.

No Maranhão temos os famosíssimos Lençóis Maranhenses, e também vale muito a pena conhecê-los.

Além de praia, o nordeste também é cultura. E a cultura dos nove estados mesmo sendo muito diversificada, é bastante coesa e, por que não, unificada. Devido a isso, é raro alguém se referir, por exemplo, a uma pessoa daqui, não pelo nome do estado, mas sim como nordestino.

Claro, estes são alguns dos pontos mais conhecidos, nacionalmente ou regionalmente, porém existem ainda muitas cidades interioranas, além das capitais, em todos os estados, que também vale muito a pena se visitar, algumas em datas específicas, como no caso da cidade Pedro II do Piauí, com seu festival de inverso – sim, existe lugar no Piauí que faz frio.

Agora falando sobre a região norte do Brasil. Quanto ao turismo, uma de suas principais modalidades é o ecoturismo, afinal, temos mais da metade de uma das florestas mais importantes ao planeta em nosso território, como também o maior rio do mundo, que chega, por exemplo, a medir 50 quilômetros de largura no tempo chuvoso!

Ainda sobre a Floresta Amazônica, há um ponto turístico interessante: o encontro das águas dos rios Negro e Solimões.

Como outras atividades turísticas, pode-se citar a visitação aos centros históricos das capitais Belém, Boa Vista, Manaus e Rio Branco; o festival folclórico de Parintins, Monte Roraima – uma das formações geológicas mais antigas da Terra –, Serra do Tepequém, etc.

Na região Centro-Oeste, a única do Brasil que não contém praias, temos como um dos principais pontos turísticos, o que nosso amigo do outro blog indicou: Pantanal.

Além do Pantanal há, em outros estados as Chapadas dos Guimarães (Mato Grosso) e dos Veadeiros (Goiás). Ainda em Goiás temos o Parque Nacional das Emas, e no Distrito Federal, a capital do Brasil: Brasília, que por si só já um ponto turístico, inclusive para os políticos brasileiros.

Na região sul, temos como principal característica o clima, e devido a ele, boa parte dos europeus imigrantes resolveu se fincar ali.

Além das várias colônias européias – dentre elas, Caxias do Sul, Joinville, Blumenau – há as Cataratas do Igaçu, praias de Santa Catarina, e o turismo do tempo de inverno, onde a cidade de Gramado se destaca.

Finalmente falamos sobre o sudeste. Inegavelmente é a região que tem mais gente no Brasil inteiro. Só na capital São Paulo são mais de onze milhões de habitantes. A capital Rio de Janeiro tem sozinha, pouco mais de seis milhões de habitantes.

Esta região é conhecida, principalmente por causa de São Paulo, como a região mais desenvolvida do Brasil em vários aspectos, principalmente o econômico. A própria cultura local faz deste povo pessoas empreendedoras em vez de “concurseiros” públicos.

Devido à concentração de tanta gente, claro, não podíamos esperar por outra coisa senão um mínimo desenvolvimento turístico.

As principais emissoras de televisão, rádio, produtoras de cinema e outras artes se encontram neste eixo Rio-São Paulo. Então, em qualquer lugar do Brasil, sabemos às vezes mais do Rio de Janeiro e de São Paulo que de nossos próprios estados.

Devido a isso então, temos os maiores destinos turísticos clichês do Brasil. E aqui é mais comum identificarmos Brazil ao invés de Brasil. Podemos citar, de cara, Rio de Janeiro como um todo, carnaval carioca e paulista (e as tais grandes escolas de samba), Pão de Açúcar, Corcovado, Estátua do Cristo Redentor – como partes do Rio de Janeiro – etc. Infelizmente da capital deste estado tem surgido muitas notícias relacionadas à violência, crime e corrupção, ao ponto de pessoas, como eu, que não moram lá, não conseguem imaginar como ainda tem tanta gente que tem coragem de andar normalmente pelas ruas ou pelas praias, ou, se ainda existe algum morador com mais de alguns dias de vida que nunca foi assaltado.

Em São Paulo temos uma diversidade de restaurantes, de modo que a capital recebeu o título de Capital Mundial da Gastronomia. Ainda neste estado temos as suas cidade interioranas, onde podemos citar, Campinas, São José dos Campos, Campos do Jordão e Sorocaba. Quanto ao litoral, podemos citar a cidade litorânea, Santos.

Mas o sudeste também não é só isso. Ainda existe Minas Gerais e Espírito Santo. Em Minas Gerais um dos maiores atrativos são as cidades históricas tendo Ouro Preto como um dos principais expoentes nessa modalidade de turismo. E no Espírito Santo temos as praias. Infelizmente não deu tempo pesquisar um pouco mais sobre este maravilhoso estado, e devido a isso posso citar Vitória, a capital, e a cidade de Vila Velha como bons destinos para turismo.

Bem, infelizmente, não sendo guia turístico – e mesmo se eu fosse – não pude falar de vários outros pontos do Brasil. Nordeste, como foi o primeiro, acabou por ser um pouco mais comentado, e o Sudeste, por ser o mais conhecido, é mais fácil para se obter informações, e como o texto está muito extenso, vou me conter aos pontos turísticos citados – que com certeza são bem mais abrangentes e verdadeiros representantes de nosso país que os poucos pontos citados pelo colega do outro blog.

Pra finalizar gostaria de pedir, até a mim mesmo: valorize o Brasil, não só o Brazil, mas o Brasil. A copa está chegando e os turistas vão ter oportunidade para ver boa parte de quase tudo o que eu citei acima. Então votemos, este ano, com responsabilidade, para que nossos representantes consigam deixar esse lindo Brasil, ainda mais lindo, para surpreendermos aqueles que nos visitam, e ainda possamos encher o peito e orgulhosamente dizer: Eu moro no Brasil!

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Publicado por

Evandro J.R. Silva

É Doutorando em Ciência da Computação. Convertido desde os 6 anos de idade, a partir dos 15 anos começou a ler e estudar a Bíblia autodidaticamente. É membro de uma Igreja Batista. Gosta bastante de jogos eletrônicos e de ler, principalmente sobre apologética e literatura fantástica. Tem como gosto musical preferido o metal sinfônico.

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